segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Busca

Busca

Qual será o propósito da vida para mim?
O meu é uma busca intensa!
Tenho sede de saber,
Aprender,
Viver...
Tenho sede de ser feliz e sou feliz com o que a vida me oferece.
Não sou acomodada e quando algo não vai muito bem e me machuca busco compreender e superar.
Minha vida é uma busca eterna.
E assim vou vivendo.
Quem sabe um dia consigo ser melhor lapidada.
Quem sabe um dia eu possa ajudar e ser ajudada.
Não falo de valores físicos,
Mas falo da minha maior riqueza,
A ESPIRITUALIDADE!
Quem sabe um dia :,)


Lucia Coelho 18/02/16. 11:07

Estrelinha, estrelinha...

Estrelinha, estrelinha…

Era uma noite nublada.
E de repente lá distante a nuvem se abre.
É possível enxergar um brilho tímido brotando.

Eu na janela olho.
Não um olhar qualquer,
Mas um olhar de esperança.
A certeza de que o céu falava comigo.

Lembrei de um filme.
Que dizia que ao ver a primeira estrela do céu,
Era possível um desejo pedir e ele se realizaria.

Foi então que com fé e esperança, fechei os meus olhos e pedi.
Pedi por você, meu amor.
Pedi para que fosse feliz!
Que seus sonhos se realizassem.
Porque você merecia isso.

Para mim você foi a estrela no meu céu nublado.
Foi a esperança em minhas noites tempestuosa.
Me deu direção
A certeza de que tudo ia dar certo.
Me ensinou a amar novamente.
A confiar.
E ter uma família.
Me trouxe a certeza de que não estava sozinha.
Que minhas batalhas seriam superadas.
Contigo ao meu lado.
Eu sabia que nada podia me atingir.

Hoje você está atravessando a sua tormenta.
Seu céu está nebuloso,
Você olha e não encontra nada.
Por que você não está vendo
Que lá embaixo,
Eu peço.
Estou desejando a sua felicidade.

Nunca esqueça.
Não estamos sozinhos!
Sempre haverá alguém pensando em nós.

E lembre-se.
Você é e sempre será a minha estrela
Que brilha forte.
Mesmo tímida,
Mesmo distante.
Seja sempre a minha estrelinha.

Lucia Coelho 14/02/16 às 8:43

Uma declaração de amor



Uma declaração de amor.

Amo o seu jeito de menina,
que se transforma em uma guerreira quando precisa.

Amo o seu jeito doce,
seu pulso forte,
suas palavras amigas,
sua bronca.

Amo você noite e dia.
Seu caráter é meu exemplo.
sua dignidade meu estandarte.

Amo tudo em você!
Seu cabelo,
seu corpo,
seu olhar cansado, mas ainda sim esperançoso.

Amo suas mãos calejadas,
sua força de viver.

Amo a sua certeza de que tudo vai dar certo!
Amo a mim mesma.
Amo a vida.
Por mais que na maior parte das vezes queira deixá-la.

Amo ser quem sou!
E assim digo a mim mesma:
Eu te amo minha menina!


Lucia Coelho
12/02/16. 8hs

E o verbo se fez carne

O verbo se fez carne


Um dia desses amei pensando em ti,
Como se tivesse o poder de desenhar mentalmente
Um alguém que se tornaria realidade.
Tudo voltado a ti.
Corpo, alma e mente …

Amei o amor mais puro.
Nos tornamos um só,
Para te desenhar nos mínimos detalhes.

E na dança de dois corpos unidos,
Te senti.

Com o fim da magia,
Meu coração disse que estava lá.
Estava consumado!

Eu tão pequena,
Em comparação a grandeza da criação.
Te senti.
Nem sei se realmente estais aí.
Nem sei se é ansiedade do tic tac do relógio.

Te sinto!
Dá medo!
Penso em como será se estiveres mesmo aí.
Mas algo me dá uma força inexplicável.

Enfim acho que é hora.
Então vamos esperar!

Lucia Coelho às 9:55 dia 21/09/2015

Mulher

Mulher

Mulher,
Bicho gente imaginário.
Trem desgovernado
Que sabe onde chegar!

Sabe sem saber,
Sente sem sentir,
Ouve o que não é dito,
Espera o inesperável,
Sofre com anseio.

Mulher,
Tufão de sentimentos,
Hormônios a flor da pele,
Animal feroz e temido,
Ao mesmo tempo
O ser mais delicado
E vulnerável que existe.

Mulher,
Apenas Mulher.

Lucia Coelho às 9:44 dia 21/09/2015

Desejo

Desejo


A noite chegou
E com ela velo o seu sono.
Deslumbro todo o seu corpo,
Viajo no desenho do seu rosto,
Seu cabelo bagunçado,
O tornear dos seus braços,
Que hoje descansam.
Porque cuido de ti!

Geralmente me aninho em seu peito.
Me entrego ao sonho sem medo.
Pois sei que estás a cuidar de mim!

Como eu queria te dar o mundo.
Te encher de mimos.
Realizar os seus sonhos.
Te fazer o homem mais feliz!

E é na idéia da felicidade,
Que batalho dia e noite
Contra os meus medos e receios.
Chega a ser uma luta cruel.
Mas sei que por ti vale a pena,
Por ti vou me reconstruir,
Para assim formarmos um par feliz!

Lucia Coelho

18/08/2015 Às 14:38


Quando o meu peito o ar não mais inflar.
Quando não mais encontrarem o calor.
Não pensem que ali meu coração parou de bater.
Isso asseguro que já aconteceu há muito tempo.

Não era mais eu quem vagava.
Era um alguém vazio.
Tantas perdas em tão pouco tempo.
Uma a uma atingindo em cheio.
Fazendo com que não estivesse mais viva.
Só esqueci de deitar!

Meu olhar alegre, de esperança, não mais existe.
A falta, a tristeza e a vergonha me imundão,
Sem me dar oportunidade de defesa.
Tento desesperadamente me agarrar em algo,
Mas nada encontro.
Não tenho forças,
Não tenho vontade de mais nada,
Não tenho prazer de ter prazer.
Estou exausta de sofrer
De ver que o pouco que tinha foi destruído,

Tudo que me era valioso se foi
E nem um remorso há da parte de quem tanto amei
E que fiz de tudo para ver bem.

Enfim essa Fênix que vos fala
Não mais arrancará as suas penas para renascer.
Chega ao fim o ciclo!

E enquanto espera o fim se aproximar,
Ela revive na lembrança tudo que viverá.
E seu único desejo
É que toda a sua luta,
Todo o seu amor,
Nunca seja esquecido.
E que suas sementes boas possam florescer.
E que todos que amam
possam encontrar a VERDADEIRA FELICIDADE.


Lucia Coelho às 9:43 de 31/07/2015

Disfarce

Disfarce


Mãos que te amparam,
Olhar de ternura,
Hoje olham com prazer
O apunhalar da faca em suas costas.

Dizia-se tantas coisas,
Dizia-se o quanto grande era o amor...
Hoje se vê que não é mais nada!
Onde se escondeu por tanto tempo,
Como pode ser alguém tão diferente

Fico na dúvida se é o passado ou o presente que se corrompeu
Faço análises e não consigo achar respostas,
Pois tantas coisas se passaram,
Sofrimentos,
Privações,
Tristeza...
Mas também houveram momentos bons
Onde a força era recíproca.
O afago,
O carinho
E o orgulho visível.

Não entendo,
Não consigo suportar!
Me nego a acreditar que esta seja a verdade.
Me nego a acreditar que sejas assim!
Me nego a acreditar que se disfarças para mim!

Lucia Coelho  31/03/15 às 12:22

Nua e crua

Nua e crua

Sabia que adorei te sentir como te senti ontem?
Eu preciso entrar em conexão com vc!
Te sentir em pensamento.

Sentir seus toques
como se me dessem choque,
Preciso sentir a lâmina gelada atravessando o meu peito ao te ver,
A brisa gelada na espinha.

Quero te sentir toda vez como se fosse a última!
Me deixar sentir te tua.
Somente tua,
Nua e crua,

Sem muralhas para te afastar;
Quero ser protegida!
Em seus braços me aninhar
e saber que nada poderá me alcançar.

Quero me sentir menina,
Na pureza do primeiro amor.

Quero me sentir mulher com a certeza do coração.
Quero ser somente tua,
Somente tua,
Nua e crua.

Lucia Coelho 16.1.15 às 14:59

Tormenta

Tormenta


Tenho em minhas mãos
A adaga que arranquei
De meu próprio peito.

A dormência é tamanha.
No rosto levo a expressão,
As marcas do tempo,
Das noite em claro,
As marcas das dores vividas,
As manchas de sol
Das horas exposta de trabalho.

Mas levo no olhar
A imagem viva de tudo que vivi.
Do carregar no colo um bebê,
De volta a ser criança com ele,
De ser sua guardiã.

Mas levo também a dor
de vê-lo se afastar
Ou de o terem afastado
E arrancado junto o meu coração.

Continuo buscando
Com o olhar
Um futuro melhor,
Uma vida,
Um sonho...
Para que este sonho se realize.
E que em meus braços
Tu volte a se aninhar

Porque tu
Somente tu
Me dá forças para continuar!

Lucia Coelho 15/08/14 às 9:57

Para Anna Beatriz.

Abandono

Abandono


De onde viemos?
Só sabemos que temos mãe e pai...
Mas e quando o sangue se esvai e se é renegado?
Sem deixar marcas visíveis de sua existência.
Sem deixar ao menos algo que prove de onde se vem.

Marcas de um caminho que se apaga,
Palavras que cortam mais que espada.
Assim se vai buscando na memória apagada pela desilusão
Algo que venha a provar.

Uma busca desenfreada.
O desespero que toma conta de seu ser.
Um ser excluído e abandonado!

Mas se sabe!
Se tem certeza de que de algum lugar se vem.
Por isso andamos pelo mundo como andarilhos,
Mendigando memórias perdidas
Reclamadas em seu desespero!


Lucia Coelho 11/03/2014 às 21:15