A beleza dos espinhos.
Uma semente,
pequena e frágil.
E que nem todos se importam.
São levadas todos os dias pelo céu.
Um pássaro segue e cumpre o seu dever
Coopera e larga no vento essa semente,
Que para nós é tão pequena,
Que nossos olhos cegos a esse mundo magnífico
Não a enxergam.
Essa semente cai por terra para cumprir seu caminho.
Ela é engolida
e lá em suas entranhas
suas raízes nascem,
apertadas,
sofre para transpassar as dificuldades.
Mas como tudo,
Em seu tempo e hora ela vence a terra pesada.
E sente!
Sente num pedaço tão pequeno,
a vida!
E com mais dificuldades e obstáculos ela sobrevive e cresce.
Dá de alimento e sombra,
Cumpre seu destino sem objeção.
E então só depois de passar por tudo isso
Torna-se visível aos olhos dos homens.
Homem,
Que cansado do corre corre da vida
Não percebi tal beleza,
Mas um certo dia,
Passando por um campo cheio de flores
Ele a vê.
E fica fascinado pelo campo coberto de suas múltiplas cores,
formas e belezas,
Ele se lança sem pensar.
Ele a quer!
Só quer arrancá-la.
Para levar ou dar de presente a alguém.
Mas nesta ação impensada,
eis que se machuca,
sangra,
Fica furioso!
E só depois de ficar ali sentado,
Sentindo a sua dor.
Ele percebe a sombra
e o quanto é agradável o perfume.
Percebe a maciez das pétalas,
o formato das folhas,
o caule, sua forma e variação
E só então olha a terra
e o que nela penetra.
E de uma forma abrupta é invadido por memórias.
Não as dele, mas a da semente
que precisou do seu espinho
para que ele visse
a beleza das flores.
Lucia Coelho 13/04/13 às 11:16
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