Tormenta
Tenho em minhas mãos
A adaga que arranquei
De meu próprio peito.
A dormência é tamanha.
No rosto levo a expressão,
As marcas do tempo,
Das noite em claro,
As marcas das dores vividas,
As manchas de sol
Das horas exposta de trabalho.
Mas levo no olhar
A imagem viva de tudo que vivi.
Do carregar no colo um bebê,
De volta a ser criança com ele,
De ser sua guardiã.
Mas levo também a dor
de vê-lo se afastar
Ou de o terem afastado
E arrancado junto o meu coração.
Continuo buscando
Com o olhar
Um futuro melhor,
Uma vida,
Um sonho...
Para que este sonho se realize.
E que em meus braços
Tu volte a se aninhar
Porque tu
Somente tu
Me dá forças para continuar!
Lucia Coelho 15/08/14 às 9:57
Para Anna Beatriz.
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