segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Abandono

Abandono


De onde viemos?
Só sabemos que temos mãe e pai...
Mas e quando o sangue se esvai e se é renegado?
Sem deixar marcas visíveis de sua existência.
Sem deixar ao menos algo que prove de onde se vem.

Marcas de um caminho que se apaga,
Palavras que cortam mais que espada.
Assim se vai buscando na memória apagada pela desilusão
Algo que venha a provar.

Uma busca desenfreada.
O desespero que toma conta de seu ser.
Um ser excluído e abandonado!

Mas se sabe!
Se tem certeza de que de algum lugar se vem.
Por isso andamos pelo mundo como andarilhos,
Mendigando memórias perdidas
Reclamadas em seu desespero!


Lucia Coelho 11/03/2014 às 21:15

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